Criei esse blog com o intuito de desabafar e não para contar minha rotina. Os meus pensamentos nem sempre são colocados em pratica, pois ainda não tenho ousadia suficiente. Relatarei do que sou feita do que sinto e o que penso, não o que faço. Na verdade não acreditei que expor meus pensamentos surgiria algum resultado para alguém, mas nesse espaço consigo ser o que eu quero, é como um livro onde escrevo minha história real, mas que posso reinventá-la e acrescentar meu pensamento poético, aqui a única voz que ouço é a minha, dou ouvido ao que eu penso. Poucos os que se interessaram em compreender meus conceitos ou dão alguma importância, mas como aqui não é um site de relacionamento que muitos achariam perca de tempo ler o que escrevo, pois se estende á muitas linhas, tenho um pouco de esperança que serei reconhecida pelo que penso e não pelo que julgam... Faço disso um exercício para mente. Espero poder ajudar alguém que pensa e sinta parecido comigo... Quero um dia poder deixar minha história e lutar por causas do meu eu, viver uma vida errante, me aventurar no traçado do meu rumo...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

O que eu não falei sobre dois mil e vinte...

Poderia resumir o meu ano de dois mil e vinte, nesses últimos dois meses...
Nesse tempo, uma noite passei muito mal, com enjoo e dores estomacais, pensei que iria morrer de tanto vomitar madrugada adentro (o que não me é comum), fui parar no hospital e tomei uma injeção de dramin intramuscular, por ter comido algo que não desceu bem. Também descobri que não mastigo bem, rs.
Mais recentemente (segunda feira para ser mais precisa), tive o que parece uma crise de ansiedade e além de uma noite mal dormida, comecei com uma forte dor de cabeça, onde eu já estava vendo tudo embaçado. Fui comer e senti minha mão direita dormente, pesada e com um formigamento forte e assim que passou enquanto eu ainda comia, meu olho direito também ficou dormente e formigando. Voltei a editar um vídeo que eu tinha gravado no mesmo dia me maquiando, eu estava muito cansada, estressada e preocupada. Eu não sei explicar a sensação, mas o jeito que encontrei que melhor descreve, é dizendo que foi como se eu sentisse “meus neurônios morrendo”, assustada fui falar com a minha mãe e a minha irmã, mas eu não conseguia pronunciar corretamente as palavras, eu estava querendo dizer que estava com muita dor de cabeça (eu já havia dito antes disso), elas repetiam o que eu queria falar e eu tentava repetir, mas eu não conseguia, continuava falando letras desconexas que não formulava uma palavra (nem na minha cabeça), parecia impossível e isso durou alguns minutos. Eu fiquei com muito medo, desesperada, chorei pensando que poderia estar desaprendendo e perdendo a minha capacidade de compreensão, pensei em não saber mais escrever, conversar, falar, ler ou compreender uma série. Foi uma das piores sensações da minha vida. Mesmo depois de conseguir falar certo novamente, eu também havia esquecido o nome das coisas, (ex. eu queria falar sobre o meus piercings e não lembrava que se chamava "piercing", ou um algodão não conseguia lembrar da palavra “algodão”), demorei mais alguns minutos para ir lembrando o nomes das coisas. Então, pensamos na possibilidade de ter sido um AVC, mas o médico disse que foi uma crise de ansiedade e para eu procurar um psiquiatra que iria me medicar. Me medicou mais uma injeção na bunda, só que dessa vez foi calmante. Que eu tenho ansiedade, não é novidade para ninguém, já senti dor no peito várias vezes, me sinto acelerada, tenho dificuldade de respirar e uma tosse seca que se eu não botar para fora, parece que vou morrer sufocada. Mas eu NUNCA pensei que poderia passar por algo parecido. O tempo passa, a idade chega e os problemas aumentam quando não prevenidos antes.
Além das minhas paranoias durante esse tempo de cicatrização dos piercings, o que também está me deixando preocupada, é que minha irmã foi testada positivo para o covid-19, possivelmente adquirida no trabalho. Por sorte, ela não está apresentando sintomas. Hoje, dia vinte e três do doze, eu e minha mãe que moramos juntas, testamos negativo, o que não sabem explicar (visto que antes de sabermos o resultado da minha irmã, estávamos convivendo normalmente), porém enquanto a minha irmã não estiver livre do vírus, podemos pegar a qualquer momento, pairando assim, as incertezas que aparecem e parecem não acabar e desassossegam a minha cabeça. Tudo isso sem sair de casa...
Mais uma noite que não durmo, mas hoje eu escrevo....
Há mais de um ano venho lidando com uma dermatite perioral (que afetou bastante minha autoestima) e que ainda não encontrei uma solução e talvez nunca encontre. Só pude procurar ajuda médica, muito tempo depois do início. Passei pelo particular com a primeira dermatologista, qual não apresentou resultado e não pude continuar. Depois de mais uma longa espera consegui passar com uma dermatologista da saúde pública, que me passou um tratamento onde apresentou melhoras, mas não acabou com a alergia. Então, às vezes volta a ficar ruim, mas nunca cem por cento como a minha boca era antes. Os lábios, acima e abaixo deles, queimam, ardem, coçam, ficam muito vermelhos e descamam. Por conta disso, abriu-se a possibilidade de que fosse uma alergia alimentar por contato e descobri recentemente que o tomate é o que mais agride a minha pele da boca. Percebo também leves reações de outros alimentos, mas não é uma certeza. O fato é, não acaba. Isso me deixa limitada e tive que me reinventar. Consegui substituir o extrato de tomate pela páprica doce na minha sopa (eu amo sopa) garantindo um sabor gostoso. O macarrão ainda está em fase de testes, mas quem não gosta de um tomatinho cereja, não é mesmo? Para mim, não rola mais. Eu estava me alimentando muito bem e me sentindo bem nesse quesito, quando tive que testar todos os alimentos do meu dia a dia (tendo que parar de comer) para descobrir qual ou quais poderiam estar desencadeando a alergia, já que eu parei de usar todo tipo de cosméticos. Parei até mesmo com o arroz e o feijão, dentre outros o que bagunçou tudo, porque eu passei a ficar muito limitada e ter como opção massas, frituras e passei também a exagerar na comida. Agora está bem difícil a voltar como antes.
Além do de sempre, improdutividade, procrastinação. Assisti pouco e li menos ainda, o mesmo vale para música. Tive algumas ideias de amadora e quando coloquei em produção, cada uma era um surto. Ou seja, não estou podendo inventar nada, que eu arrumo coisa para cabeça. Venho sobrevivendo na lei do mínimo esforço.
Para finalizar, uma coisa que aconteceu na metade desse ano e que comparado a tudo isso, sobrou risadas. Numa noite de sábado em casa, preparei e bebi muita cuba libre. Bebi sozinha e fui dormir derrubada, acordei vomitando e cercada pelo vômito que coloquei para fora e não percebi enquanto eu dormia a madrugada toda. Eu tentei continuar dormindo, mas estava alagada no vômito, rs. Eram cinco horas da manhã, eu me levantei e corri para o banho. Numa dessas, na pior das hipóteses eu poderia ter perdido a minha cama de casal novinha, ou morrido engasgada e sem perceber, mas com uma limpeza pesada e um solzinho, consegui recuperar, parece nova de novo (nem lembranças do que aconteceu). Desde o início encarei isso numa boa, considerando que é uma coisa material.
É isso, só queria deixar registrado o meu ano que não foi fácil, como não foi para ninguém, alias para muitos, pior.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Não se enganem...

Não se iludam com a vida no instagram, este era para ser um post dele, mas ultrapassou o limite de caracteres e vai virar conteúdo do blog mesmo.
Me considero uma pessoa transparente, nunca escondi os meus problemas, sempre usei as minhas redes sociais como ferramentas para me expressar, tenho esse blog qual abri os meus sentimentos e que há algum longo tempo não escrevo mais (a ansiedade não deixa), mas ainda assim, sei que os sorrisos em fotos sempre se sobressaem (passei praticamente todos os anos da minha vida, sem gostar dele). 
É claro que não quero levar negativismo e lamentações para o dia de ninguém, mas nunca escondi a minha realidade. Apesar de não me orgulhar das minhas fraquezas, eu aprendi a falar sobre elas. E é evidente que sabendo disso, eu também quero externar e ainda mais, o que eu ainda enxergo de bom em mim, meu lado excêntrico, meus gostos, opiniões e pensamentos. 
A maioria das minhas fotos são selfies, confesso que sou narcisista quanto a minha aparência, apesar de existirem dias que eu também sinto vontade de me esconder, mas eu procuro conviver "bem" com isso. O fato é que eu sou viciada no botão da câmera, mesmo. O que ninguém sabe, é que em muitas fotos eu não lavei o rosto, não penteei o cabelo e que eu tenho uma negligência com a minha saúde bucal, que eu passo dias inteiros na cama ou dormindo (em branco), procrastinando um banho (que deveria ser um momento para relaxar), sem conseguir fazer nada do que eu gosto. Tirar fotos é uma das coisas que mais gosto, assim como cortar o cabelo, ouvir música, assistir um filme fantástico, sonhar acordada, passar o tempo com os meus animaizinhos e com quem eu amo e cortejar o céu e a natureza, um dia foram o meu scape. Atualmente e há muito tempo, nada tem efeito sobre mim e produzir fotos com um contexto (ideias não faltam), é algo que também virou um esforço. Me arrumar, estilizar o que eu sou não faz mais parte do meu dia a dia, quem dirá cumprir com as obrigações, que nem elas me impulsionam. Já me foi prazeroso cuidar da minha vaidade, hoje só tenho a lembrança de tudo que um dia já fui.
O meu quarto está bagunçado, mas não tanto quanto a minha vida e eu fico preocupada, com medo das minhas coisas estragarem, por não conseguir cuidar, evito tirar foto no espelho (sujo) e não consigo fazer nada quanto a isso. Por mais que demore, sei que um dia vou conseguir arrumar o meu quarto, já a vida... 
Ainda, por mais bobo que seja, há a pressão de postar fotos imediatas nas redes socias, porque no dia seguinte já virou tbt. Selecionar no máximo três fotos, pensando num feed bonito e organizado, além de editá-las. De certo o meu instagram não é referência. Eu só sei ser eu, na "vida real" não sou social, então eu não busco atenção, se eu desabafo, posto foto, é por mim mesma, se vier reconhecimento, compreensão e alguém que se identifique, é consequência. Não sei selecionar poucas fotos e posto todas de uma vez, durante dias, porque por mais que não pareça, é um esforço e não consigo postar sempre no dia, as vezes nem quando planejado. 
Quando, com esforço eu consigo uma pequena disposição para os cuidados básicos, eu procuro aproveitar para guardar o meu melhor retrato e isso acaba rendendo. 
Em outros casos, evidencio tudo o que eu realmente gosto, estou aprendendo a valorizar as coisas simples da vida, apesar da depressão impedir o sentido de tudo e de aproveitá-las.
Luto diariamente contra a vontade de desistir de tudo, de uma vez só, mas sei que está acontecendo aos poucos. Tenho o tempo livre e quando resolvo fazer o mínimo, fico presa numa coisa só, pensando em fazer infinitas outras coisas e acabo não fazendo nada, enquanto o tempo passa e não parece ser o suficiente.
Eu sempre soube da minha depressão, convivo com ela desde que me entendo por gente e demorei todos os anos da minha vida, para começar a entender e aceitá-la e mesmo, finalmente, quando eu busquei um tardio diagnóstico de algo que por anos me culpei, ainda me culpo, chego a duvidar do que essa doença é realmente capaz de fazer, o que provoca em mim, do porque não consigo controlar isso, me enxergando como a minha própria desculpa.
Ou seja, um dia que eu consigo levantar da cama e fazer alguma coisa, tirar uma foto por autoestima física e sorrir para uma foto, não impede a minha falta de vontade de viver nos outros dias, nem os resume.
Parece que a vida tem tirado as minhas escolhas, nunca pense que é mais fácil abrir mão da própria vida, dos próprios sonhos, liberdade e independência. Não vejo solução, quando não posso contar comigo mesma. Vivo com a sensação de que, por mais que eu me dedique, nada fica bem feito.
A minha mente é o meu próprio e maior bloqueio, sou o meu empecilho. Me sinto inútil e acredito ser incapaz de qualquer coisa, não vejo perspectiva. Estou estagnada na depressão. A vida é ausente do meu corpo, que nunca soube se comportar com ela. Estou exausta e sem forças...
Então, não se engane!

PS: Há mais ou menos dois anos, comecei a escrever um post sobre as minhas experiências com a depressão e fui interrompida por uma inconveniência, qual eu deixei me abalar e até hoje não consegui continuar. 

PS2: Há 21 dias atrás, pela primeira vez, comecei a tomar um antidepressivo com receita, mas a caminhada parece ser longa e dura, não tá fazendo efeito.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Uma página do meu diário estrito.

Adianto que os meus argumentos são com base na compaixão.
As vezes bate uma fraqueza moral. Nessa madrugada passei por uma incerteza muito forte, coloquei a prova e decidi que iria desistir de continuar persistindo na minha alimentação que é vegetariana estrita, algo que eu acredito e defendo.
Não tenho o intuito de desmotivar ninguém que tenha interesse, ou de descontinuar o que já se teve início. Também não estou fazendo uma crítica. Muito pelo contrário. Quero desabafar um episódio de dificuldade que foi superado, pontuando alguns lados.
São 4 meses e meio sem consumir nenhum alimento de origem animal. Alimentos que me dão água na boca só de pensar (evito pensar), como a tapioca com leite condensado; tapioca com muçarela; pão com manteiga; pão puma com muçarela e maionese; queijos; taças decoradas de sorvete; milk shake de leite ninho; milk shake de paçoca do Bob's; sorvete do McDonald's; molhos industrializados; bolo de prestígio; sovadinho; chocolates comuns; uma vitamina gostosa de abacate- o leite de soja não é gostoso, mas eu consumo mesmo assim; bolacha oreo; pão com ovo. Vale ressaltar que eu amo comer, inclusive tenho o hábito de comer com os olhos. Alguns alimentos nem me eram cotidianos e recorrentes, mas que eu me limitei a nunca mais comer, mesmo tendo oportunidade. Sou a única da minha família que sigo essa alimentação, ou seja, preciso resistir a esses alimentos convidativos, em casa também. Todos esses alimentos, eu nunca consegui reproduzir, repito, o queijo, a manteiga, o leite condensado, a maionese (todas as minhas tentativas dessas receitas, além de não ficarem nada parecidas, fracassaram no sabor). O cacau é bem mais forte e amargo (é gostoso, mas não é a mesma coisa do achocolatado que eu usava no bolo). Por outro lado, descobri receitas igualmente deliciosas, que inclusive compartilho na minha conta do Instagram.
Confesso, que por um lado parece mais fácil, quando batia a vontade de comer uma coisa de pronta hora e eu podia recorrer ao pão com muçarela. Onde eu moro não me dá opções e é de difícil acessibilidade. Na internet, o frete é 10 vezes mais caro que o produto, que já é caro. Tenho resistido a todas essas tentações que nos cercam diariamente. As prateleiras dos mercados são recheadas delas. Se eu quero comer um lanche com pão de hambúrguer por ex., passo o dia na cozinha, para também fazer o pão, além do hambúrguer, então não é simplesmente, deu vontade, que vou lá e coloco o hambúrguer no meio do pão, já pronto. É preciso fazer uma programação. No início é tudo muito empolgante, prazeroso e novo, mas vão chegar dias em que não estamos afim de passar um dia todo na cozinha, quando só queremos algo saboroso e rápido para saciar a fome. A maioria das coisas precisam ser feitas, nada pronto.
Tem sido difícil manter um peso. Descobri que é bem fácil engordar mesmo com a restrição de todos esses alimentos. Ou seja, o problema no ganho de peso, não é um chocolate que você come, mas o excesso. Tenho me alimentado com grandes porções de alimento na hora do almoço, por ex. arroz e feijão eu sempre fui adepta a comer diariamente, tanto que é uma das minhas comidas preferidas, depois de sopa. Então, não vá pensando que vegetariano ou vegano, não come.
Uma das partes boas é que aprendi a comer e a gostar de verduras, legumes, salada em geral.
Não tenho tomado nenhum suplemento de vitaminas. Meus cabelos e unhas sempre foram fracos, porém, estão ainda mais fracos. Minhas unhas parecem papel e o meu cabelo quebradiço, sem viço. O problema dos complexos de vitaminas que vendem em frascos, é que a maioria também são de origem animal. Pretendo fazer novos exames e procurar por opções.
Eu sempre começo dietas, principalmente quando passo do limite (o que me é costumeiro). Estou na segunda semana de uma dieta, que tenho almoçado só salada e comido fruta a tarde e mais nada, num período de dois dias, porque eu conheço o meu limite e depois, sigo diminuindo a quantidade de comida no prato. O pior é que eu não tenho emagrecido. Uns anos atrás, eu tinha parado com tentativas de dietas, porque o meu corpo não aguentava um dia, ficava muito fraca e passava mal. Depois emagreci naturalmente por problemas emocionais, comendo de tudo, ainda tive deficiência de vitaminas. De lá para cá, tenho conseguido passar horas em jejum, comendo muito pouco. Sinto dor se cabeça, um pouco de fraqueza, mas que eu tenho resistido. Isso não é bom exemplo de nada, que fique claro. Os primeiros dois dias dessa semana, eu comecei a tirar o máximo de carboidratos e açúcares. Ou seja, suco natural de fruta, sem açúcar, salada de frutas sem açúcar, que era o que eu estava consumindo. Passei a madrugada em claro, de barriga vazia, pensando em jogar tudo para o alto e voltar a comer tudo o que eu tirei da minha alimentação, de uma vez só. Bem propensa a desenvolver uma compulsão alimentar. Dormi apenas 3 horas pela manhã. Acordei melhor, nem estava mais com tanta fome assim, mas ainda decidida. Por esse motivo também, eu repensei. Dietas nos deixam desequilibradas. Moderar o que comemos é importante, mas sem precisar passar vontade e sem agredir a nossa saúde, para não compensarmos de forma errada.
Mas aí me deparei com essa matéria, “As Vacas “Felizes”, o Leite e o Queijo”: http://www.mudaomundo.org/factos/leite para nunca mais esquecer.
“para manter uma produção quase ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz um filho.”
“são constantemente obrigadas a ver os filhos recém-nascidos serem-lhes tirados, para que os humanos possam ficar com o leite que era destinado aos seus bezerros.”
“Muitos destes filhos, considerados um subproduto da produção de leite, são mortos pouco após o nascimento por não terem interesse econômico.”
“reprodução seletiva, manipulação genética e alimentação especial, as vacas leiteiras podem produzir hoje cerca de 10 vezes mais leite que um bezerro seu beberia...”
Gostaria que para o conhecimento e reflexão de todos, lessem a matéria até o final.
Um choque de realidade, uma crueldade e tristeza sem tamanho!
A empatia cresceu dentro de mim, voltei a me colocar no lugar dessas bilhões de vidas, reduzidas a nada, que já nascem destinadas a serem sacrificadas e que morrem para nos servir, enquanto a humanidade desfruta da sua carne e do que produzem. Você imagina a humanidade, sujeita a mesma violência que esses animais sofrem? Não poderia ser normal viver indiferente a isso.
Deve ser desesperador o que esses animais sentem, o medo, sabendo que mais cedo ou mais tarte, irão para a forca. E o que eles fizeram para gente? Além de sua docilidade torna-los uma preza fácil, para a exploração humana. É natural do ser humano destruir tudo que lhe é concedido, como o nosso ecossistema, ignorando e pisando nas consequências, visando exclusivamente o lucro e vantagens, sem se importar com mais ninguém, além do próprio umbigo. Enquanto há consumidores no conforto de suas vidas, outras vidas estão sendo torturadas, física e psicologicamente, sem nenhuma esperança de serem salvas.
Vidas comumente descartas, mais importantes do que a do ser humano, que é o dominante e que na maioria das vezes, faz mau uso da sua própria vida.
Me senti culpada por ter pensando em abandonar essa causa. A indústria é pior do que eu imaginava. É claro que a exploração é evidente, mas saber exatamente como funciona o processo, me fez reabrir os olhos para a realidade e lembrar o quanto os hábitos da humanidade são perturbadores. Ignorar a violência, é assumir o peso de uma culpa, que eu não conseguiria carregar. Financiar e participar disso, deveria estar fora de cogitação. 

Contudo, posso dizer que abrir mão dessa causa, tornou-se muito mais difícil do que todas as dificuldades citadas. As razões para não participarmos dessa violência, são muito mais urgentes do que qualquer desejo humano.  São apenas desejos momentâneos, os quais podem ser controlados, como qualquer outro na nossa vida, que dá e uma hora passa, que quando saciados, não são bem aproveitados, por serem sequenciados de várias opções de outros sabores e na maioria das vezes o desejo por alimentos, como os produtos industrializados, não agrega nenhum benefício, se não prazer ao paladar, o que também é importante e possível numa alimentação sem ingredientes de origem animal. Somos capacitados para produzir nossos próprios alimentos.
Gostaria de ser mais consistente e eficiente, o que é difícil em estado de comoção, com sentimento de indignação e pensamentos desordenados. Deixo em aberto, para ocasiões em que eu volto a falar sobre. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Introdução ao post anterior.


Qual a importância sobre abdicar o seu tempo, escrevendo ou lendo sobre cortes de cabelo feminino e aparência? 
Deixa eu explicar. 
Tenho acompanhado mensagens de empoderamento feminino. Logo, eu, mulher e vítima da opressão, tenho experiências que impactaram na forma como me sinto e me enxergo. 
Infelizmente, paguei um preço por gostar de cabelo curto (isso é apenas a ponta do iceberg).
Me sinto aliviada por assuntos como esses, estarem se disseminando na internet, porque têm me ajudado a entender que não têm nada de errado com os meus gostos e minha aparência. 
Me vejo representada por pessoas que eu gostaria de ter ouvido e compartilhado experiências lá atrás. Mas eu não tive esse apoio.
Nadei contra a corrente, através da forma que eu encontrava para me expressar. O meu cabelo curto não foi bem aceito pelo fato de ser mulher. Como se eu fosse menos feminina, por isso. Sempre foi difícil para as pessoas entenderem, que era uma escolha minha e que era a minha preferência. Parecia ser um erro ou uma loucura. Como se a minha percepção do que era bonito estivesse equivocada, que não era possível ou relevante. Ou estivesse sendo forçada.
Sempre fiz o que eu queria fazer, sem me importar com a opinião dos outros, mas o peso das imposições estéticas femininas, acabaram prejudicando o meu processo de desenvolvimento, a partir de um incomodo interno, passando a interferir na forma como reagi e aceitei padrões como verdades. Cheguei até a pensar que ninguém poderia gostar de mim, apesar de acreditar que esse, não deveria ser um motivo para não gostar de alguém. Aliás, conquiste o amor próprio que nunca dependerá da aprovação, ou do amor de alguém. 
Vivi uma pequena parte da minha vida buscando a perfeição, que depois de muitas frustrações, descobri ser inalcançável, ainda mais quando nos baseamos nas expectativas dos outros, porque é impossível agradar e satisfazer o ser humano (aliás, isso é um grande erro). 
Somos livres para nos expressarmos da forma que somos e que faz nos sentirmos bem.
Me senti motivada a expor minhas experiências, reunindo e analisando os sentimentos, os impasses e as minhas perspectivas da época e atual.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Cabelos, mudanças, autoestima e reticências


Quem me vê pelas redes sociais e as poucas pessoas que me viram pessoalmente e que agora me vêm menos ainda, já devem ter percebido que eu sou inquieta com mudanças no cabelo e que essa “prática” me é prazerosa. Isso reflete bastante a minha personalidade. Sempre desejei poder ser eu mesma e externar isso. Nunca foi fácil. Mas onde encontrei liberdade, foi na forma de mudar o meu cabelo. Sou aficionada por corte curto feminino e sempre que vejo artistas, ou alguma pessoa com um cabelo curto, que me chame atenção, eu me imagino nele e fico instigada em fazer. E eu penso, caramba se eu tivesse esse tal rosto, eu seria careca para sempre. Aliás, foi assim que comecei a cortar curto o meu cabelo, vendo essas inspirações. O primeiro corte “radical”, foi devido a uma imagem aleatória do google, que gostei, rs. Já o segundo foi inspirado na personagem Mikal do filme “Paixão Suicida”, posteriormente assisti O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e passou a me lembrar o cabelo da personagem também. Nunca soube lidar com cabelo comprido.
Com uns 4 anos de idade (como na foto), eu própria picotei um pedaço da frente do meu cabelo, aprontando enquanto a mamãe não estava olhando, rs e para consertar acabou virando uma franja depois de ir na cabelereira, franja essa, que me acompanhou por alguns anos. Até os meus 11 anos, meu cabelo era “enorme”, mas ele vivia preso num rabo de cavalo, a única vantagem para mim na época, era que dava para usar Maria Chiquinha. Após isso cortei ele no tamanho médio, na altura dos ombros mais precisamente, crescia bastante, voltava a cortar e eu mantinha assim, até os meus 14 anos. Na época eu não me importava com o meu cabelo, como disse, usava sempre preso e sofria para pentear, porque eu sempre tive muuuitos fios. Cortei pelo motivo de não usar ele solto (o que acabou acontecendo, com o corte). 
Cabelo longo é sempre muito elogiado, o curto em mulheres ainda é visto como algo diferente, para uma grande parcela de pessoas. Talvez, agora menos. Mas o que sempre me incomodou, foram as pessoas sempre tentando me “impedir” de cortar o cabelo, através da influência de suas opiniões. Felizmente, isso sempre me motivou a cortar. Tinha efeito contrário. "Não faz isso" "Seu cabelo é tão lindo"; “Não precisa cortar tudo”; "Não combina"; Gosto de mulher de cabelo comprido".
Eu sou diferente e sempre desejei que as pessoas enxergassem isso como beleza, a minha beleza. E isso é tudo questão de adaptação e costume. Logo esquecem do seu cabelo longo e quando deixa crescer, esquecem que já foi curto. É assim mesmo.
Sempre quis ter cabelo vermelho, desde que eu era pequena. Eu sempre escolhia ser a personagem ruiva dos desenhos. Enquanto eu não podia, eu compensava com os cortes mesmo. Eu dizia que primeiro, pintaria de branco por causa da personagem Tempestade do X-Men e unindo o útil ao agradável, de vermelho para a cor ficar forte, rs. Pensando agora, lembrei que a primeira personagem ruiva que me inspirou, foi a Ariel de A Pequena Sereia. Porém, a vontade de ter o cabelo vermelho apenas por gostar da cor e por causa do cabelo de uma personagem de desenho, acabou tornando-se uma forma me sentir mais atraente (adolescência têm dessas coisas).
No final dos meus 15 anos, eu finalmente pintei de vermelho e senti que eu poderia ter mais a ver com a “tribo” e com o gosto dos roqueiros. O cabelo estava crescendo, após o corte inspirado na Mikal, porém não aguentei por muito tempo e durou pouco. Logo, ele continuava vermelho, só que curto, na altura da orelha. Foi a única vez que sofri com um corte, um pouco no início. Eu não tinha conseguido permanecer muito tempo na meta “Padrão roqueira, sexy, alternativa e ruiva”. Faltava o cabelo comprido. Me senti menos bonita (hoje achei que isso foi uma besteira, mas também consigo me entender na época). Eu ainda era uma menina, o cabelo comprido poderia me dar a falsa sensação de “mulherão”, mas eu continuaria a mesma menina desajeitada, diferente e maluquinha que eu era. Após esse corte, deixei crescer, aparava as pontas quando preciso, movida pela aceitação do que era bonito.
Na faculdade, deu certo. Eu quase me tornei popular, se eu não fosse retraída e antissocial e eu nunca quis chegar a tanto. Foi sucesso, o cabelo vermelho e comprido. Fiquei uns 3 anos e meio, ruiva, dos 18 ao 19, cabeluda. Até que eu comecei a reparar nos cabelos naturais e compridos de umas meninas na faculdade. Esse tipo de cabelo, passou a chamar minha atenção. Passei a sentir falta dos meus, quando eram naturais e compridos. Enquanto isso, eu tinha vontade de arrancar os meus cabelos com as mãos. Ele estava elástico, desidratado e muito ressecado por causa de toda a química. Eu o tingia 1 vez por mês e passei a fazer progressiva para acabar com a aparência de destruído que estava. Mas durava pouco tempo o efeito, e eu ia tentando disfarçar com a chapinha. Apesar de tudo, visualmente ele aparentava estar bonito, era o que diziam pelo menos, mas só eu sei, como erra passar a mão nele e não sentir mais a textura natural de um cabelo. Ainda não sei como consegui ficar tanto tempo, presa nesse conceito de beleza. Logo eu. Não pelo fato de manter o cabelo vermelho, mas pelo que me motivava a continuar. Apesar de tudo, eu gostava muito da cor, de ser ruiva, me sentia mais bonita e nunca vou me arrepender, continuarei sendo ruiva para sempre, só que lá no meu passado. No meio desse tempo fiz undercut e, novamente, ao mencionar que eu ia fazer, todos do meu círculo social, me aconselharam a não fazer, “não era bonito”, apesar de serem surpreendidos (eu gostava muito, apesar de ter enjoado um pouco, quando já estava crescendo). Um “simples” corte de cabelo, era realmente um evento na minha vida.
Até que um dia, cansada de gastar com cabelo (praticamente tudo o que eu ganhei de dinheiro em um estágio, foi investido nas tinturas e progressivas. Anterior e pós o estágio, minha mãe me ajudava), e querendo recuperar a qualidade do meu cabelo novamente, percebei que o cabelo vermelho, não estava mais fazendo diferença em como eu estava me sentindo, nada mais acrescentava. Eu não precisava mais dele, para estar satisfeita comigo, ou para me sentir mais atraente. Finalmente eu estava amadurecendo, o que eu sentia e os meus pensamentos, não buscavam mais aprovação. Eu também não queria mais chamar atenção da forma que citei. Passei a prezar pela qualidade do cabelo. Eu não nasci ruiva. A cor do meu cabelo natural é linda, pelo menos eu considero. Decidi me amar como sou naturalmente, a valorizar e reconhecer o que eu tenho de bonito. Finalmente me livrei da progressiva também, eu tinha medo dos efeitos que ela poderia me causar no futuro, não me imaginava dependente dela por muito tempo e o meu cabelo como ele realmente é, nunca precisou disso.
Em 2014, cortei “joãozinho”, e passei a cor “castanho”. Chamava atenção de outra forma, do tipo, “Como ela é corajosa”, “Diferente”. Felizmente fui muito bem elogiada, também. Eu estava segura, como todas as vezes que decidi cortá-lo, exceto da vez que já mencionei. Foi um pouco diferente.  
Por sorte, além de gostar de cabelo curto, me senti e me sinto bonita com todos os cortes de cabelo que eu fiz. E todas as vezes que eu decidi cortar, eu me imaginei e tive certeza de que eu iria gostar e me sentir bonita. Nunca sofri na hora de passar a tesoura, sempre me foi um alívio.
Bem, ao me livrar da química, tinha o objetivo de deixar o meu cabelo crescer, porque eu queria curtir os meus cabelinhos compridos e naturais novamente. Não descansei, até tirar tudo. Ele já tinha crescido bastante e rápido. Cortei Chanel ainda, em meados de julho de 2016 e fiz franja. Na época eu tinha muita vontade de fazer o corte e, aproveitei para cortar a parte do cabelo e as pontas, que estavam com tinta.
Desde então, não cortei mais o cabelo e estou deixando crescer (mesmo precisando aparar as pontas. Estou esperando atingir um certo comprimento, para assim fazer). Devido ao formato do último corte, eu sempre secava com o secador para modelar e tirar o volume, e acredito que isso danificou muuito o meu cabelo, a água quente também. Já tentei “todas” as receitas caseiras, já passei produtos e não tem jeito. Elástico, ressecado, quebrado e com frizz (mas ainda tem textura de cabelo, rs). Estou apenas na esperança de um milagre agora, rs. Sei que nunca estarei satisfeita com ele. Todos os dias, horas, tenho vontade de mudar. Vontade de raspar, nem te conto. A verdade é que quero muito conseguir curtir o meu cabelo como ele é. Quero ao mesmo tempo, fazer tudo nele, se eu pudesse eu mudaria a cada hora, rs. Franja, undercut, colorir, Chanel, comprido e natural, mas estou tentando lidar com essas vontades fora de tempo.
Quero esclarecer que eu também acho lindo o cabelo comprido, apenas tenho dificuldades para me adaptar com ele em mim.   
Apesar de não ter vontade ou pretensões de repetir os mesmos cortes, sinto falta de cada um (que representa minhas fases), e me perco matando a saudade em fotos.
Gosto de cortes “radicais”, punks. Também gosto muito dos clássicos, década de 60. O corte curto para mim, transparece atitude, delicadeza e força, sensualidade. Eu não entendo como alguns homens e pessoas em geral, ainda não enxergam isso.
Continuo amando o curto, mas nesse momento, é um corte que atualmente não retrata como estou comigo mesma. Com tudo isso, quero dizer, que o meu cabelo como está agora, não só vem do desejo de tê-lo comprido e natural, mas têm a ver com o que eu sou agora (como todos os cortes que eu já fiz, tinham algo a dizer sobre mim). Me sinto quase um Forrest Gump, quando sai para correr por aí sem destino, enquanto isso, a barba e o cabelo crescem desmedidamente. Só que no meu caso, sem energia para correr e sem a barba, rs. O que tem feito eu me conformar, é que além de não ter dinheiro para inventar coisa para ele, o meu cabelo é o meu retrato atual. Uma pessoa insegura, sem perspectivas, que mal levanta da cama, incerta e sem nada de diferente e especial. É como se eu estivesse escondendo de mim mesma.  É assim que me sinto.
Isso pode parecer bobagem, mas é assunto de autoestima, que faz parte de todo ser humano.

Por fim, nunca tente agradar ninguém que não seja você mesma!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A minha avó não pôde fazer bolos e me contar histórias...

Eu tenho a consciência e a sensibilidade de saber que não fui uma boa neta e já pensei que evitar demonstrar algum tipo de afeto, seria o melhor para as duas e também o mais sincero. Mas a verdade é que me dói muito pensar no quanto fui impaciente durante os 18 anos em que moramos juntas, não justifico meu comportamento somente a juventude, mas o tempo colaborou com isso, nossas naturezas, as dificuldades e as suas ideias que já não eram certas. Reconheço que o tempo em que tem estado em mãos habilitadas, me reaproximou dela sob os meus sentimentos. Não se trata de um pedido de desculpas, ou alguma forma de me redimir e me explicar, mas essa é a realidade que dá sentido ao que quero expressar. Eu gostaria de conseguir dizer o que sinto diretamente para a minha avó, mas além de lhe cair no esquecimento, quando eu a vejo, não consigo dizer muita coisa, além de uma breve conversa e de ter que contornar as minhas lágrimas o tempo todo, antes que derramem e lhe causem tristeza, enquanto muitas coisas se passam pela minha cabeça.
As vezes penso se sou uma pessoa boa e se mereço tudo o que tenho, ou se muitas coisas pararam de dar certo como um castigo.
A velhice me parece solitária no interior de si, mesmo com toda atenção e cuidado que meus pais dedicaram da sua vida à minha avó e a tudo que o meu pai faz para proporcionar-lhe dias melhores.
Apesar da fragilidade pela idade, minha avó é e sempre foi uma mulher forte e se não fosse os vacilos de sua mente, seria invencível. Só ela e seu crédulo Deus para saber de tudo o que enfrentou e sofreu. Nenhuma vida inteira poderia compensar-lhe por isso. Eu só gostaria de aproveitar o espaço e guardar aqui também os meus sentimentos, através dessas linhas. A minha avó já não é mais tão falante, as coisas de um tempo pra cá não tem podido ser como antes, mas eu espero que o seu silêncio seja convertido em paz e conforto. A minha avó é um ser humano muito especial, que conquistou para sempre o seu lugar em memória e no coração de nossa família. A minha avó não pôde fazer bolos e me contar histórias, mas mesmo assim eu sempre soube que ela nos ama.
Dia 7 de janeiro desse ano, quando fui visita-la junto a minha família, ela fez o gesto de tirar o meu boné e colocar em sua cabeça, estampando um sorriso em seu rosto, onde eu a reconheci novamente e fiquei contente com a sua atitude. Gostei de ouvi-la dizer algumas coisas que pensa e que ainda fazem muito sentido. Em resumo, eu só queria falar dessa pessoa e de sua figura qual acompanhou a minha formação pessoal e que é uma grande mulher. Suas particularidades a tornam única.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Quando preceitos perdem a eficácia, quando a razão perde o sentido, quando nada motiva, nada explica o que está acontecendo dentro de você. Quando acha que perdeu para sempre o controle de si mesmo, quando as atitudes, as vontades não correspondem aos pensamentos e as certezas. Quando escolhemos continuar errando. Quando o que você escolhe continua te ferindo. Quando você não pode escolher. Quando o erro é o que te faz bem. Quando você vai contra si mesmo. Quando você acha que quem perdeu foi só você- por nunca ter se encontrado. Quando perde a autoridade consigo mesmo. Quando você não consegue pensar em si mesmo. Quando nada contraria a vontade. Quando não se quer estar certo. Quando perdeu seus limites. Quando sente medo de tudo. Quando precisa ignorar o coração. Quando o coração erra. Quando há chama dentro de você. Quando perdeu a direção. Quando precisa olhar para o outro lado e não consegue. Quando nada te constrange. Quando esquecemos como caminhar sem dar as mãos. Quando não temos um plano individual. Quando promessas foram em vão. Quando nada mais importa, só a dor. Quando eu deixei isso acontecer comigo?