Criei esse blog com o intuito de desabafar e não para contar minha rotina. Os meus pensamentos nem sempre são colocados em pratica, pois ainda não tenho ousadia suficiente. Relatarei do que sou feita do que sinto e o que penso, não o que faço. Na verdade não acreditei que expor meus pensamentos surgiria algum resultado para alguém, mas nesse espaço consigo ser o que eu quero, é como um livro onde escrevo minha história real, mas que posso reinventá-la e acrescentar meu pensamento poético, aqui a única voz que ouço é a minha, dou ouvido ao que eu penso. Poucos os que se interessaram em compreender meus conceitos ou dão alguma importância, mas como aqui não é um site de relacionamento que muitos achariam perca de tempo ler o que escrevo, pois se estende á muitas linhas, tenho um pouco de esperança que serei reconhecida pelo que penso e não pelo que julgam... Faço disso um exercício para mente. Espero poder ajudar alguém que pensa e sinta parecido comigo... Quero um dia poder deixar minha história e lutar por causas do meu eu, viver uma vida errante, me aventurar no traçado do meu rumo...

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Não se enganem...

Não se iludam com a vida no instagram, este era para ser um post dele, mas ultrapassou o limite de caracteres e vai virar conteúdo do blog mesmo.
Me considero uma pessoa transparente, nunca escondi os meus problemas, sempre usei as minhas redes sociais como ferramentas para me expressar, tenho esse blog qual abri os meus sentimentos e que há algum longo tempo não escrevo mais (a ansiedade não deixa), mas ainda assim, sei que os sorrisos em fotos sempre se sobressaem (passei praticamente todos os anos da minha vida, sem gostar dele). 
É claro que não quero levar negativismo e lamentações para o dia de ninguém, mas nunca escondi a minha realidade. Apesar de não me orgulhar das minhas fraquezas, eu aprendi a falar sobre elas. E é evidente que sabendo disso, eu também quero externar e ainda mais, o que eu ainda enxergo de bom em mim, meu lado excêntrico, meus gostos, opiniões e pensamentos. 
A maioria das minhas fotos são selfies, confesso que sou narcisista quanto a minha aparência, apesar de existirem dias que eu também sinto vontade de me esconder, mas eu procuro conviver "bem" com isso. O fato é que eu sou viciada no botão da câmera, mesmo. O que ninguém sabe, é que em muitas fotos eu não lavei o rosto, não penteei o cabelo e que eu tenho uma negligência com a minha saúde bucal, que eu passo dias inteiros na cama ou dormindo (em branco), procrastinando um banho (que deveria ser um momento para relaxar), sem conseguir fazer nada do que eu gosto. Tirar fotos é uma das coisas que mais gosto, assim como cortar o cabelo, ouvir música, assistir um filme fantástico, sonhar acordada, passar o tempo com os meus animaizinhos e com quem eu amo e cortejar o céu e a natureza, um dia foram o meu scape. Atualmente e há muito tempo, nada tem efeito sobre mim e produzir fotos com um contexto (ideias não faltam), é algo que também virou um esforço. Me arrumar, estilizar o que eu sou não faz mais parte do meu dia a dia, quem dirá cumprir com as obrigações, que nem elas me impulsionam. Já me foi prazeroso cuidar da minha vaidade, hoje só tenho a lembrança de tudo que um dia já fui.
O meu quarto está bagunçado, mas não tanto quanto a minha vida e eu fico preocupada, com medo das minhas coisas estragarem, por não conseguir cuidar, evito tirar foto no espelho (sujo) e não consigo fazer nada quanto a isso. Por mais que demore, sei que um dia vou conseguir arrumar o meu quarto, já a vida... 
Ainda, por mais bobo que seja, há a pressão de postar fotos imediatas nas redes socias, porque no dia seguinte já virou tbt. Selecionar no máximo três fotos, pensando num feed bonito e organizado, além de editá-las. De certo o meu instagram não é referência. Eu só sei ser eu, na "vida real" não sou social, então eu não busco atenção, se eu desabafo, posto foto, é por mim mesma, se vier reconhecimento, compreensão e alguém que se identifique, é consequência. Não sei selecionar poucas fotos e posto todas de uma vez, durante dias, porque por mais que não pareça, é um esforço e não consigo postar sempre no dia, as vezes nem quando planejado. 
Quando, com esforço eu consigo uma pequena disposição para os cuidados básicos, eu procuro aproveitar para guardar o meu melhor retrato e isso acaba rendendo. 
Em outros casos, evidencio tudo o que eu realmente gosto, estou aprendendo a valorizar as coisas simples da vida, apesar da depressão impedir o sentido de tudo e de aproveitá-las.
Luto diariamente contra a vontade de desistir de tudo, de uma vez só, mas sei que está acontecendo aos poucos. Tenho o tempo livre e quando resolvo fazer o mínimo, fico presa numa coisa só, pensando em fazer infinitas outras coisas e acabo não fazendo nada, enquanto o tempo passa e não parece ser o suficiente.
Eu sempre soube da minha depressão, convivo com ela desde que me entendo por gente e demorei todos os anos da minha vida, para começar a entender e aceitá-la e mesmo, finalmente, quando eu busquei um tardio diagnóstico de algo que por anos me culpei, ainda me culpo, chego a duvidar do que essa doença é realmente capaz de fazer, o que provoca em mim, do porque não consigo controlar isso, me enxergando como a minha própria desculpa.
Ou seja, um dia que eu consigo levantar da cama e fazer alguma coisa, tirar uma foto por autoestima física e sorrir para uma foto, não impede a minha falta de vontade de viver nos outros dias, nem os resume.
Parece que a vida tem tirado as minhas escolhas, nunca pense que é mais fácil abrir mão da própria vida, dos próprios sonhos, liberdade e independência. Não vejo solução, quando não posso contar comigo mesma. Vivo com a sensação de que, por mais que eu me dedique, nada fica bem feito.
A minha mente é o meu próprio e maior bloqueio, sou o meu empecilho. Me sinto inútil e acredito ser incapaz de qualquer coisa, não vejo perspectiva. Estou estagnada na depressão. A vida é ausente do meu corpo, que nunca soube se comportar com ela. Estou exausta e sem forças...
Então, não se engane!

PS: Há mais ou menos dois anos, comecei a escrever um post sobre as minhas experiências com a depressão e fui interrompida por uma inconveniência, qual eu deixei me abalar e até hoje não consegui continuar. 

PS2: Há 21 dias atrás, pela primeira vez, comecei a tomar um antidepressivo com receita, mas a caminhada parece ser longa e dura, não tá fazendo efeito.

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