Criei esse blog com o intuito de desabafar e não para contar minha rotina. Os meus pensamentos nem sempre são colocados em pratica, pois ainda não tenho ousadia suficiente. Relatarei do que sou feita do que sinto e o que penso, não o que faço. Na verdade não acreditei que expor meus pensamentos surgiria algum resultado para alguém, mas nesse espaço consigo ser o que eu quero, é como um livro onde escrevo minha história real, mas que posso reinventá-la e acrescentar meu pensamento poético, aqui a única voz que ouço é a minha, dou ouvido ao que eu penso. Poucos os que se interessaram em compreender meus conceitos ou dão alguma importância, mas como aqui não é um site de relacionamento que muitos achariam perca de tempo ler o que escrevo, pois se estende á muitas linhas, tenho um pouco de esperança que serei reconhecida pelo que penso e não pelo que julgam... Faço disso um exercício para mente. Espero poder ajudar alguém que pensa e sinta parecido comigo... Quero um dia poder deixar minha história e lutar por causas do meu eu, viver uma vida errante, me aventurar no traçado do meu rumo...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Introdução ao post anterior.


Qual a importância sobre abdicar o seu tempo, escrevendo ou lendo sobre cortes de cabelo feminino e aparência? 
Deixa eu explicar. 
Tenho acompanhado mensagens de empoderamento feminino. Logo, eu, mulher e vítima da opressão, tenho experiências que impactaram na forma como me sinto e me enxergo. 
Infelizmente, paguei um preço por gostar de cabelo curto (isso é apenas a ponta do iceberg).
Me sinto aliviada por assuntos como esses, estarem se disseminando na internet, porque têm me ajudado a entender que não têm nada de errado com os meus gostos e minha aparência. 
Me vejo representada por pessoas que eu gostaria de ter ouvido e compartilhado experiências lá atrás. Mas eu não tive esse apoio.
Nadei contra a corrente, através da forma que eu encontrava para me expressar. O meu cabelo curto não foi bem aceito pelo fato de ser mulher. Como se eu fosse menos feminina, por isso. Sempre foi difícil para as pessoas entenderem, que era uma escolha minha e que era a minha preferência. Parecia ser um erro ou uma loucura. Como se a minha percepção do que era bonito estivesse equivocada, que não era possível ou relevante. Ou estivesse sendo forçada.
Sempre fiz o que eu queria fazer, sem me importar com a opinião dos outros, mas o peso das imposições estéticas femininas, acabaram prejudicando o meu processo de desenvolvimento, a partir de um incomodo interno, passando a interferir na forma como reagi e aceitei padrões como verdades. Cheguei até a pensar que ninguém poderia gostar de mim, apesar de acreditar que esse, não deveria ser um motivo para não gostar de alguém. Aliás, conquiste o amor próprio que nunca dependerá da aprovação, ou do amor de alguém. 
Vivi uma pequena parte da minha vida buscando a perfeição, que depois de muitas frustrações, descobri ser inalcançável, ainda mais quando nos baseamos nas expectativas dos outros, porque é impossível agradar e satisfazer o ser humano (aliás, isso é um grande erro). 
Somos livres para nos expressarmos da forma que somos e que faz nos sentirmos bem.
Me senti motivada a expor minhas experiências, reunindo e analisando os sentimentos, os impasses e as minhas perspectivas da época e atual.

2 comentários:

  1. show o post!!!
    fiquei curioso pra saber como era seu cabelo e como vc se sentia em cada fase dele. seria legal se aprofundar mais no assunto e fazer um album no insta ou em algum lugar pra mostrar as fases da Amanda e como vc se sentiu em cada uma e como as pessoas reagiram e como vc lidou!!
    Mostre suas cores Amanda! bjs

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  2. Obrigada! Comecei a publicar fotos das minhas mudanças capilares como #tbt no instagram. Apareça por lá!

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