As vezes... Como agora, queria algo em que acreditar, mesmo que inventado... Mas o que me parece convincente é a realidade de que estou sozinha de baixo do telhado azul do mundo, me sentindo tão pequena diante de tanta exuberância. Não sinto-me querida por ninguém, não encontrei minha verdadeira importância, pois não encontro qualidades em mim da qual alguém precise para ser recompensado. Não encontro uma saída sem dor e nenhum um caminho que me leve a lugar algum. Talvez, quando me descrevo sou confiante, mas é só um ego inventado onde encontro qualidades que só eu vejo. Não escolhi ser assim, nem foi isso que escolhi pra mim... Queria ter a naturalidade de quem inventa felicidade... Sei que são problemas pequenos e insignificantes perto do que acontece no mundo, mas nada me conforta... Meu maior medo é de fracassar nos meus sonhos e da dor das conseqüências. Quando me olham com um olhar de descrença perco minhas forças e esperanças... Nada é pra sempre, o fato é que essa passagem pode levar junto às cicatrizes ou acabar ali mesmo.
O que mais desejo é acompanhado pelo medo
Desejo esse de assumir conseqüências sozinha e saber que foram tentativas e que por um momento acreditei...
Medo esse de acabar com as expectativas que tenho por mim, e que despertei em outros...
Sinto-me responsável por todos que esperam algo de mim.
Medo de quando chegar a hora e me faltar coragem
Pois ainda seguram minha mão.
O meu maior medo guardo dentro de mim, é algo que me impede de acreditar na eterna felicidade...
Medo dos meus pressentimentos que são tão precisos, pois nada até hoje conspirou ao meu favor... Certos momentos me que caem como exemplos, onde encontrei explicações e a certeza de que me falta força, pois todas tentativas foram precisas e a maioria indicava acertos... Guardava ainda esperanças, mas quanto mais se aproximava minhas chances desviavam, me faltava a tal força...
Tenho medo do mero existencialismo. Me sinto menos... As lagrimas lapidam minha alma. Não consigo mais encontrar motivos em sorrisos...
Não encontro mais a luz em um dia de sol...
Não busque, então, a luz em um dia de sol. Mas há de se ter conhecimento que na sombra desse mesmo dia há beleza. E o "mero existencialismo" se baseia em fazer dele o mais intenso possível. Por que não? Parece clichê, eu sei. Mas você só vai ver o qual inovador isso é quando se entregar para cada detalhe que passa despercebido.
ResponderExcluirA luz parece mentira. Então mergulhe no que você tem por real, mesmo que seja a sombra. Lá, quem sabe, não possa encontrar algo que desperte seus sentidos adormecidos?
Há um ponto de equilíbrio para cada um. ;)
"Ser feliz é uma estrada sem fim" - Isabella Taviani