Criei esse blog com o intuito de desabafar e não para contar minha rotina. Os meus pensamentos nem sempre são colocados em pratica, pois ainda não tenho ousadia suficiente. Relatarei do que sou feita do que sinto e o que penso, não o que faço. Na verdade não acreditei que expor meus pensamentos surgiria algum resultado para alguém, mas nesse espaço consigo ser o que eu quero, é como um livro onde escrevo minha história real, mas que posso reinventá-la e acrescentar meu pensamento poético, aqui a única voz que ouço é a minha, dou ouvido ao que eu penso. Poucos os que se interessaram em compreender meus conceitos ou dão alguma importância, mas como aqui não é um site de relacionamento que muitos achariam perca de tempo ler o que escrevo, pois se estende á muitas linhas, tenho um pouco de esperança que serei reconhecida pelo que penso e não pelo que julgam... Faço disso um exercício para mente. Espero poder ajudar alguém que pensa e sinta parecido comigo... Quero um dia poder deixar minha história e lutar por causas do meu eu, viver uma vida errante, me aventurar no traçado do meu rumo...

domingo, 3 de novembro de 2013

Em hesito.

Um incomodo profundo; Desmorono. Infinito, varia o nome e não se distingue da inquietude contínua. Agora é comigo mesma, dei licença para me ferirem e vos culpo, pela minha negligência em ser humana. Suscetível a causar o próprio desgosto, com consentimento, por um momento Impenitente, junto daquele, foda-se, minha gente. Agora, reprovo a incúria, minha consciência me tortura. Vítima da insuficiência própria.Sempre por alguém, sem pensar em mim. Pelas vontades que vão perdendo o sentido depois que supridas. Sobrou tudo, pra quem não pensou. Sozinha, sem direção, segure em minhas mãos; Não me ouça. Não lhe dou liberdade. Sufocada. É mais uma chance que me dou. 

domingo, 13 de outubro de 2013

Mundo de aparências. Pensando alto.

Ultimamente estou tendo dificuldades na organização dos meus pensamentos, muitas situações, análises dessas que contrariam meus conceitos, enfim, muitas coisas passando ao mesmo tempo, que se atropelam pela minha cachola e assim vão perdendo o verdadeiro sentido do que quero expressar. Querendo me livrar desse sentimento de repúdio com as minhas observações, guerrearei com as palavras em defesa do meu espanto, mesmo no embaraço.
Habituada ao uso da análise critica de comportamentos e expressões junto com o auxilio da minha percepção, me distanciava do que não me parecia confiável; Foi então quando escolhi estudar comunicação, que decidi me desprender dos meus pré conceitos, assim, permiti me adaptar e conhecer mais de perto a diversidade, objetivando desenvolver a minha habilidade de futura comunicadora. O medo permaneceu e claro, algumas defesas também.
Me encontro decepcionada com os resultados, ao mesmo tempo em que descubro as relações humanas estabelecidas no mundo, desejo voltar a me refugiar no meu, longe de todos; Quanto mais recebo o vazio, mais tenho vontade de estar cheia de bons sentimentos e sonhos. Afetada, é assim que me sinto; Sufocada com tanta sujeira, esmagada pela predominância da falta de escrúpulos e respeito nas relações humanas. Será que abri os olhos apenas agora?
Considero o fato de vivenciar tudo o que eu evitava, tudo o que pressupus tomava-se forma e prendia-se na minha pele, formando turbulências no percurso do meu sangue.  
Perdida no meio de tantas pessoas que se perderam, perdendo a noção dos valores e das coisas que realmente são importantes.
Notei que me permaneci enganada por um tempo, pensando que algumas qualidades como a inteligência, capacidade e prestígio, estavam em conexão com pessoas de bom caráter. Qualidades que admiro, mas que me apunhalaram me provando o contrário. E aqui me remeto ao título- “Mundo de aparências”: Falso moralismo e falsos sentimentos, alienados no desejo de serem o que não são.
Por mais que eu saiba do que o ser pensante é capaz e não duvide, ainda me assusto quando vejo que as minhas antecipações sobre uma personalidade humana, são reais. É muito mais fácil pensar nas possibilidades do que telas comprovadas.
Desapontada,
De volta ao meu mundo!

Quase um ciclo.

Eu estava ludibriada em seu
Estágio inicial,
É,
Quando a dor
Era apenas uma desculpa.
Agora que apetece em meu
Peito, sobrecarrega o meu
Corpo. Ela se alimenta de mim.

Menos eu.

Compreender tudo e todos, sem sequer uma orientação, apenas por amor e uma melhor convivência. Os meus sentimentos sempre fora como um vulcão adormecido, causando tremores e lavas quando em erupção. Do silêncio, me remoo em dúvidas que se fazem dores, das quais assumo a culpa. À mim? Já não importa, coube a egoísta que só reclama, ainda sem motivos já que propriamente o sou. Pelo bom senso, atropelo o que sinto. Falar em voz alta sobre mim sempre foi um erro e agora não saio do lugar, não sei onde estou, aprendi a me esquecer. Coube-me entender por si só, no desconforto da alma, de que não sei da minha importância. Tudo se justifica, menos eu!

Música

Não me desligo da música que distorce a vida em poesia e me aproxima da lua, eu vivo lá. Disfarça as minhas angustias e por um momento sinto vigor, vibro, transbordo em emoção.

Lamúrias

Não é de o meu feitio reclamar aqui, mas como estou no meu direito, tudo o que anda me sufocando precisar sair daqui de dentro, talvez assim as inconveniências diminuam. Percebo que falta muito autoconhecimento das pessoas e me irrita muito saber que essas ficam tão próximas do que dizem repudiar, falam mal do que são sem se incluir. Eu não tenho estomago pra aguentar gente assim. Não finjo enxergar frutos em terra infértil, rachada pelo excesso de hipocrisia. Ainda bem que pessoas inconvenientes um dia se vão pra distante, me envergonho de algumas que me permiti conhecer e que hoje enxergo o lodo que lhes compõe. Aprendi a tolerar esse padrão de pessoas, os via como pobres coitados que enganam a si próprios. Por vezes evitei colocar aqui minhas chateações, pois o melhor jeito de evitar é não pensar nelas e se distanciar.
Sempre me pergunto; O que há de errado em ser sincera? Muitos me vêem como arrogante. Acho que o meu problema é outro, excesso de importância e sensibilidade. Jamais me renderei ao covil. Evitando desgastes, sem a menor preocupação em agradar alguém. E que fique claro, os meus argumentos não são do nível “Odeio pessoas”; “Fodam-se e mesmo assim continuarei rodeada e amada por vocês”; “Estou conquistando fãs, me sigam e continuarei xingando vocês”- essas são as intenções escondidas nas entrelinhas; “Morram”; rs e outras coisas idiotas que leio por aí, acredito que existem outras formas de ficar longe de tudo isso. Parece que as pessoas esquecem que quando falam de gente atingem também as pessoas que realmente são importantes pra si. Bom, isso não é uma espécie de indireta ou frases feitas que se resumem em um foda-se pessoal. Ninguém é obrigado a suportar o que não gosta, só isso. Guardo um pouquinho de esperança na humanidade e só quero a minha paz. De agora em diante economizarei nas palavras e espero que não se enganem comigo.
E pra finalizar, uma frase fofa:
“Eu não odeio as pessoas só prefiro os animais...” (É +/- isso do que lembro de uma frase, já que não consegui encontrá-la e nem o autor).

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ainda não tenho vertigens.

Meu corpo adormecido carrega o peso da minha alma esmorecida. Sentimentos apáticos. Extenuada da minha vida sem sabor. Passagens me sobrecarregam alimentando o meu vazio. Meus sentidos se esvaem. Eu quero sair disso que repousa em mim antes em que desmanche me renda aos tapas da vida. A que devo chamar esse monstro que se sustenta do meu ar e me enfraquece? Onde encontro a minha força? A quem devo chamar? Ninguém me ouve. Uso palavras difíceis que se distanciam do que me torna incapaz.

domingo, 26 de maio de 2013

Parafraseando partes de mim.

Num instante eis o que me tornei. O cabelo vermelho faz minha menção. De erros sou feita, com expressões marcadas. Meu olhar é explicito. O meu riso é cordial e contínuo. Sou esculpida pela solidão e com ela danço, a propósito dançar eleva a minha alma. Preservo ainda o meu lado afetivo com quem amo. O afeto já não é mais o mesmo. Conquistei o meu amor próprio perdendo um outro. As experiências me proporcionaram superações, a dor me pressionou a ser forte. Hoje tenho a visão do que me excedi. Eu tenho vivido para crer, persisto no que acredito sem temer o resultado. Assumo os equívocos da criança que fui deixando para trás sem a despedida. Faz tempo que não tenho uma crise de risos. Os sentimentos atualmente fazem mais sentido. Costumo cantar para quem me faz companhia. Constantemente estou no mundo da lua, com o meu fone de ouvido imaginando o clipe da música com todos os que me cercam. Tenho preguiça de começar um assunto; Me empolgo quando começo a falar. A compreensão é o meu mais novo aprendizado. Do meu ponto de vista, as pessoas são desgastantes. Pronta para amar novamente mas vez ou outra esqueço que tenho coração. Gosto de pelos. Busco o aconchego em um abraço. Sou impaciente. A raiva é a minha ausência da razão. Sinto muito mais além do que realmente as coisas são. Amo os animais e há alguns meses decidi não me alimentar da carne. Na minha playlist toca sempre Pearl Jam, em alguns momentos Black Label Society outros Made in Brazil. Dentro dessa armadura existe uma mulher.